• Alexandre Sammogini

Rentabilidade média da Funcef superou meta atuarial pelo terceiro ano consecutivo


A Funcef superou a sua meta atuarial pelo terceiro ano seguido em 2019. A rentabilidade média da carteira de investimentos alcançou 10,71%, o equivalente a 179% do CDI, índice usado como referência de retorno mínimo esperado pelo mercado. A meta aturial ficou em 9,16% no período (INPC mais 4,5 pp). O balanço de 2019 aponta um resultado positivo recorde de R$ 6,98 bilhões. O volume total de recursos atingiu a marca de R$ 71,50 bilhões. Em 2017, o retorno médio foi de 12,64% ante uma meta de 7,69% e no ano seguinte, foi de 11,08%, ante a meta de 8,09%.

O maior destaque positivo de 2019 foi o resultado em renda variável a mercado. A rentabilidade do portfólio de ações alcançou 36,08%, o que significa um retorno 2,69 pontos percentuais acima do seu índice de referência, o IBrX-100 (33,39%), indicador do desempenho médio dos cem ativos mais negociados e mais representativos do mercado de ações brasileiro. Isso representa quase quatro vezes a meta atuarial do período. Entre 2016 e 2019, a carteira de ações negociadas da Bolsa da Fundação cresceu 159%, saltando de R$ 4,07 bilhões para R$ 10,54 bilhões.

Para o segmento de renda fixa, onde estavam alocados quase 60% dos recursos sob gestão da fundação, 2019 foi bastante desafiador. Os sucessivos cortes do Copom trouxeram a taxa Selic de 14,25%, em 2016, para 4,5% no final do ano. Mesmo assim, a carteira obteve ganhos de 10,41%, o que equivale a 173% do CDI. O bom resultado foi puxado pelo retorno médio alto de títulos públicos que entraram na carteira antes do ciclo de cortes e estão marcados na curva, ou seja, que serão levados até a data de vencimento.

Também se destacaram os investimentos imobiliários, cujo retorno (11,65%) bateu a meta atuarial pelo segundo ano consecutivo, deixando para trás um forte período de crise entre 2015 e 2017, em que a vacância dos imóveis cresceu e os preços caíram.

A forte oscilação (volatilidade) da Vale na Bolsa em 2019, provocada pelo rompimento da barragem de Brumadinho (MG), afetou o principal ativo da Fundação. O Fundo Carteira Ativa II (Litel), veículo pelo qual a Funcef investe indiretamente na mineradora, sofreu um impacto negativo de R$ 585 milhões. Isso explica porque a rentabilidade do REG/Replan Saldado, que concentra os investimentos dessa carteira foi de 8,73%, pouco abaixo da meta. A modalidade Não Saldada registrou valorização de 10,97%.

Os planos mais jovens, Novo Plano CD e REB CD, com maior exposição a renda variável, obtiveram ganhos expressivos de 16,02% e 16,19%.

Desafios para 2020 - A pandemia do novo coronavírus agravou o principal desafio enfrentado pela Funcef em 2020, que é o de alcançar metas de rentabilidade da carteira de investimentos num novo cenário macroeconômico de juros e inflação baixas, que provocou forte queda do retorno dos títulos públicos, abaixo da meta atuarial.

"A fórmula buscada pela Funcef envolve o aprimoramento contínuo do processo de tomada de decisão de investimentos em bases técnicas, seguindo as melhores práticas de mercado. Isso significa reforço da governança, uma gestão prudente de riscos e um rito transparente", afirmou o Diretor Presidente Renato Villela.

A atual crise tornou a gestão de ativos ainda mais complexa diante das incertezas provocadas pela enorme oscilação (volatilidade) dos preços nos mercados financeiros. No momento, a fundação revisa a sua política de investimento sempre com foco no longo prazo. "Não está no nosso radar vender ativos sob pressão, mas monitoramos diariamente o mercado e analisamos possíveis cenários para verificar os riscos e oportunidades que podem surgir no futuro", disse o Diretor Presidente.

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