• Debora Soares

Regional Sudeste: Previdência Complementar sairá mais forte da crise


Abrapp, Sindapp, ICSS e UniAbrapp realizaram reunião virtual com os dirigentes, conselheiros, gestores e demais profissionais das associadas da Regional Sudeste (Rio de Janeiro e Espírito Santo), na última sexta-feira (05). O evento faz parte do conjunto de ações do Grupo Abrapp visando apoiar as entidades no enfrentamento da crise provocada pela pandemia de COVID-19, além de promover a troca de experiências e informações com as associadas locais.

A reunião contou com a participação dos Diretores-Presidentes da Abrapp, Luís Ricardo Martins; do Sindapp, José de Souza Mendonça, e Vice-Presidente do Sindicato, José Luiz Rauen; do Presidente da UniAbrapp, Luiz Paulo Brasizza; do Presidente do Conselho Diretor do ICSS, Guilherme Velloso Leão; e dos Diretores Executivos, Carlos Alberto Pereira, Sérgio Wilson Fontes; e da Suplente, Luciana Costa de Sá. Recuperação e disrupção – O dinamismo da gestão das entidades está possibilitando uma rápida recuperação da previdência complementar fechada diante da crise, destacou o Diretor-Presidente da Abrapp, Luís Ricardo Martins, às associadas. Segundo o levantamento feito pela Previc, com base nos dados enviados pelas associadas e apresentado na terça-feira ao Conselho Nacional de Previdência Complementar, os últimos meses apontaram para a redução do deficit agregado próximo a R$ 55 bilhões registrado no primeiro trimestre do ano. “Fiquei surpreso porque pensávamos que poderia ser um deficit maior, dada a gravidade da crise. E em abril e maio já foi registrada uma recuperação de mais de 10%. Fica o meu agradecimento às entidades por compartilharem seus dados, além do aplauso pela gestão dinâmica”, destacou Luís Ricardo Martins. O diagnóstico dessa situação será apresentado na próxima terça-feira (09), em webinar da Abrapp com a participação, além de Martins, do Diretor Superintendente da Previc, Lúcio Capelletto, e do Diretor de Fiscalização, Carlos Marne. Esse dinamismo já deu mostras em outras ocasiões. Ao contextualizar o momento do sistema e o trabalho que vem sendo realizado pela Abrapp, Luís Ricardo lembrou que o sistema evoluiu de um diagnóstico de estagnação de crescimento e falta de interlocutores com o governo, identificado no planejamento estratégico no início de 2017, para um cenário de grandes conquistas em 2019: criação do Plano Setorial, lançamento do PrevSonho, aprovação do CNPJ por Plano, Resolução CNPC nº 30, entre outras modernizações do arcabouço regulatório. O Diretor-Presidente da Abrapp acrescentou que a previdência complementar fechada encerrou 2019 com quase 900 mil aposentados e pensionistas, R$ 60 bilhões em pagamentos de benefícios por ano e representando quase 14% do PIB. A solvência do sistema atingiu 100%, patamar superior a países como Canadá e Reino Unido. “Conseguimos disrupção, simplificação, atingir o nativo digital, disseminar a cultura previdenciária. O debate da reforma da Previdência ajudou muito a sensibilizar a população para a questão da longevidade e a importância da previdência complementar”, continuou o Diretor-Presidente da Abrapp. Essa disrupção teve continuidade em 2020. Mesmo diante da crise, a Abrapp trouxe inovações como a realização do primeiro Hackaton, o Hack’A’Prev, e o lançamento do Hupp – o primeiro hub de tecnologia e inovação da previdência complementar fechada – que está com inscrições abertas. A Abrapp apresentou seu plano e apoiou o CNPC na primeira reunião de planejamento estratégico do órgão, realizada em março, um marco histórico. Também apresentou ao Conselho as 30 sugestões das associadas para medidas emergenciais que poderiam amenizar os efeitos da crise. A Abrapp pretende apresentar mais uma proposta ao órgão regulador, em sua próxima reunião, para a criação de instrumentos que deem flexibilidade na gestão das entidades para o enfrentamento da pandemia. Poupança da esperança – O Superintendente Geral da Abrapp, Devanir Silva, ressaltou que a previdência complementar entrou preparada para o combate, na guerra em que a pandemia do novo coronavírus mergulhou o mundo. “No Brasil, o sistema apresenta uma situação de solvência importante, superior a países como Estados Unidos, Austrália e Alemanha. Como será confirmado no webinar que faremos com a Previc, a liquidez média é de 12 meses”, ressaltou. Ao apontar que de 1994 a 2020 o Brasil foi afetado por pelo menos uma crise a cada 2,4 anos, Devanir acrescentou que em todos esses episódios a previdência complementar fechada, além de mostrar resiliência, saiu fortalecida.  “Na crise do subprime, em 2008, enquanto países da Europa ligados à OCDE apresentaram rentabilidade negativa de -20%, o Brasil apresentou 1,62%. No ano seguinte, o sistema estava plenamente recuperado e entregou basicamente o dobro da rentabilidade”, observou o Superintendente. Nos últimos 15 anos, o sistema apresentou rentabilidade 16% acima da meta atuarial. “Neste mês de março de 2020, quando ocorreu o pior buraco desta crise, as entidades apresentaram rentabilidade de – 5%, mas já mostraram recuperação nos meses seguintes. Com a retomada dos mercados, pode ser que encerremos o ano com níveis que não sejam tão alarmantes”, observou Devanir. Os fatores que contribuem para essa resiliência do passivo, acrescentou ele, é o conhecimento muito grande sobre o passivo, o que possibilita uma visão de clara e de investimento focada no longo prazo, a qualidade da gestão e o aproveitamento de oportunidades. A população, por sua vez, está mais do que nunca sensibilizada para a importância de poupar. No mês de maio, os brasileiros depositaram R$ 37,9 bilhões a mais do que retiraram da caderneta de poupança – a maior captação líquida desde o início da série histórica, em 1995. Todos esses ingredientes, aliados à vocação do sistema para a proteção social neste momento em que os trabalhadores mais precisam, confluem para um momento único para a previdência complementar fechada estar na agenda de prioridades do governo e levar adiante a agenda de fomento do sistema, com iniciativas como o Projeto de Lei de Proteção do Poupador Previdenciário, que a Abrapp pretende apresentar ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, brevemente. Blindagem e qualificação – Durante a explanação do Sindapp, o Presidente do Sindicato, José de Souza Mendonça, destacou a importância do trabalho de promoção da conduta ética no sistema, que tem entre sua principal vertente a Comissão de Ética, que foi renovada para este mandato. Ainda na frente de blindagem e estímulo das melhores práticas, o Vice-Presidente, José Luiz Rauen, destacou o trabalho de revisão do Código de Autorregulação de Governança em Investimentos, conduzido pela Comissão Mista, que deverá ser concluído no próximo dia 12 de junho. A elevação da régua nos processos de certificação profissional foi destacada pelo Presidente do Conselho Diretor do ICSS, Guilherme Leão. O maior instituto certificador dos profissionais do sistema apresentou à Previc sua proposta de atualização dos conteúdos para a prova de certificação e também um modelo revisado de certificação por prova e títulos, em linha com a IN  Previc 13/2019. O modelo tem como premissas o balanceamento entre a análise da experiência e currículo do candidato com o teste de conhecimentos. Leão informou que o Instituto entrará em contato na próxima semana com o órgão de fiscalização para marcar uma nova reunião sobre o tema. Ainda no tema de qualificação profissional, o Diretor-Presidente da UniAbrapp, Luiz Paulo Brasizza, ressaltou a reinvenção da Universidade Corporativa da Previdência Complementar, que iniciou a migração e renovação do conhecimento disponibilizado até então em cursos presenciais para a plataforma digital, com o diferencial de aulas ao vivo. Além de lançar novos cursos dentro das áreas de conhecimento da previdência complementar, a UniAbrapp também está fechando parcerias com escolas de negócios do mercado para oferecer treinamentos sobre temas disruptivos e alcançar novos públicos, em outras universidades e mercados. “Desde 2015, nosso propósito é elevar o conhecimento do sistema. Tudo que é investido pelas EFPC nos cursos da UniAbrapp é reinvestido para a criação de novos treinamentos. Esse recurso é revertido para a evolução do próprio sistema”, completou, incentivando os dirigentes a prestigiarem os cursos da Universidade.

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