• Bruna Chieco

Processo de gestão de risco nas EFPC acelera após pandemia

A gestão de risco dentro das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) sempre foi um processo essencial para a boa governança. Essa necessidade ficou ainda maior diante da pandemia do novo coronavírus (COVID-19), que tornou os processos mais acelerados. A PFM Consultoria presta serviços de apoio à gestão de riscos para as entidades há 23 anos, com uma carteira de cerca de 100 clientes, a maioria EFPC. "Avaliamos os riscos a que eles estão expostos, incluindo o ponto de vista de eventos externos, catástrofes, etc. Em geral, percebemos que havia dificuldade com os planos de continuidade de negócios, que é um controle fundamental para riscos dessa natureza", explica a sócia e administradora da consultoria, Maria Paula Soares Aranha.


Em entrevista ao blog Abrapp em Foco, Maria Paula destaca que, diante da necessidade de implantação de planos de contingência, muitas entidades tiveram que se adaptar ao trabalho remoto, e surpreendentemente isso facilitou o trabalho da PFM na avaliação de riscos. "A dificuldade maior foi para quem não tinha estrutura para trabalhar em casa. Agora temos 98% dos nossos clientes trabalhando à distância. Isso facilitou nosso trabalho. Adiantamos nosso cronograma, não temos clientes atrasados, foi uma surpresa", diz. Para atender as EFPC, a PFM possui um sistema on-line, disponível aos clientes, em que eles podem ver sua matriz de risco a qualquer momento. "Emitimos relatórios e entregamos uma avaliação do que eles deveriam implementar, com mapeamento de processos, desenvolvimento de normativos, e demais projetos focados no apoio à gestão".


Segundo Maria Paula, antes havia uma dificuldade maior dos clientes entenderem que daria para trabalhar de maneira on-line. "A situação que vivemos hoje nos ajudou a definir um caminho de trabalho em que era possível fazer a entrega mesmo à distância, com o trabalho desenvolvido com a mesma qualidade, além da facilidade, ganho de produtividade e economia dos custos com deslocamentos". Ela destaca ainda que um serviço que já era importante se tornou ainda mais  relevante. "Avaliar risco do ponto de vista de uma nova situação de crise é muito importante. É uma época em que as entidades tiveram dificuldade, o risco aumentou, a exposição é bem maior, e elas intensificaram as atividades de avaliação, controle e monitoramento".


Valor – O sócio responsável pelo relacionamento com clientes e pela área comercial da PFM, Deivison Santos, também destaca que a gestão de risco em si agrega valor ao negócio, porque oferece garantia e segurança, mas nem sempre é vista como agregadora de valor, pela dificuldade de traduzir seu valor diretamente em números. "Esse momento em que a gente vive fez com que mais clientes vissem essas áreas como geradoras de valor. A gestão de risco traz menor incidência de perdas, dando segurança de que os mecanismos de controle estão funcionando. Nesse momento, as empresas, de modo geral, estão vendo a gestão de risco de modo estratégico", diz. 


Além disso, Deivison Santos acredita que a pandemia gerou oportunidade para uma reflexão de que os controles internos não se resumem apenas à conformidade e legislação. Segundo a consultoria, a gestão de risco está cada vez mais presente no processo decisório das entidades. "A crise foi positiva para os dirigentes terem um pensamento mais voltado para gestão de risco corporativo, desde processos de investimento até estratégicos, legais, em relação à imagem, etc.", diz Maria Paula. Ela ressalta que o evento da pandemia do novo coronavírus mostrou que há ainda espaço para melhorias na implantação e no uso dos modelos de gestão de risco, controles internos e compliance.

0 visualização

Receba nossas atualizações

Sugestões de matérias e/ou dúvidas:

abrappatende@abrapp.org.br

Nos acompanhe

  • Branca Ícone Instagram
  • Branca Ícone LinkedIn
  • Ícone do Facebook Branco

© 2020 por Grupo Abrapp