• Alexandre Sammogini

Prece reforça monitoramento dos gestores de recursos externos

A Diretoria de Investimentos da Prece enviou um comunicado aos participantes e assistidos para mostrar as ações que são realizadas pela entidade para enfrentar os impactos da pandemia sobre a gestão dos ativos. Preparado pela equipe do Diretor de Investimentos, Antônio Carneiro Alves, o comunicado aborda a visão de longo prazo da estratégia de investimentos da entidade, a tendência anterior de maior exposição ao risco e o posterior impacto negativo da pandemia sobre as Bolsas mundiais.


Com o advento da atual crise financeira global, a Prece entrou em contato para monitorar todos os gestores externos que cuidam dos ativos da entidades. O comunicado chega à conclusão que todos os gestores continuam, até o momento, alinhados com a política de investimentos da fundação. Confira a seguir os sete pontos do comunicado:


1. A estratégia da Prece é de trabalhar com o horizonte de longo prazo para seus retornos, de forma a atender à formação de poupança dos seus participantes ativos e ao pagamento de benefícios dos assistidos. Ao mesmo tempo, a entidade não faz a alocação de seus recursos em ativos com elevado risco de crédito e/ou ilíquidos. Ao contrário, opta pelo risco de mercado, de ativos e fundos com ótimos níveis de liquidez e com expectativa de retornos

acima das metas atuariais.


2. A conjuntura econômica (inflação estável e quedas sucessivas da taxa de juros) fez com que a indústria de fundos de pensão no país direcionasse suas alocações para ativos de maior risco de mercado, com o objetivo de alcançarem suas metas atuariais e de gestão.


3. A Prece antecipou o movimento da indústria, e deu início a um longo e minucioso processo de seleção de gestores terceirizados já em 2017. Essa proatividade permitiu que a entidade aproveitasse a alta da bolsa brasileira, apresentando maior rentabilidade quando comparada a seus pares, e, portanto, sofrendo menores quedas no cenário atual. Inclusive esse segmento de renda variável tem sido fundamental no atingimento da meta atuarial (corresponde à rentabilidade mínima que os investimentos precisam atingir para o cumprimento das obrigações assumidas pelo plano).


4. A disseminação global do novo Coronavírus (Covid-19) trouxe, de forma muito rápida e

abrupta, uma piora nas perspectivas econômicas, no Brasil e em todos os países. Os mercados financeiros seguem com fortes oscilações diárias, com quedas e altas em relação às moedas, ao mercado futuro, às commodities e aos mercados acionários nacional e internacional. Com tamanha volatilidade, é possível que, no curto prazo, e de forma pontual, ocorram retornos abaixo do esperado, impactando em um primeiro momento a rentabilidade e as cotas dos planos, fato esse que vai ser comum na grande maioria dos fundos de pensão. É importante reforçar: de forma pontual.


5. Diante do cenário adverso, e com o apoio da Assessoria de Riscos de Investimentos ligada à Presidência da Prece, a Diretoria de Investimentos consultou — como sempre faz em casos de situações adversas, como agora — todas as gestoras externas de investimentos selecionadas pela Prece para avaliar como cada uma delas está posicionada nos médio e longo prazos, e a suas visões técnicas apuradas a respeito dos impactos e das perspectivas de curto e curtíssimo prazos. Isso ocorreu nos dias 27 de fevereiro e 19 de março. Como esperado, em respostas formais dirigidas à entidade, todas elas estão alinhadas com a estratégia previamente estabelecida.


6. Estes são trechos de algumas das diversas avaliações enviadas pelos nossos gestores

externos: “Nos últimos dias temos dedicado muito tempo para simular cenários de stress

extremos e variados, buscando identificar qual cenário cada empresa é capaz de suportar.

Tomamos a medida de zerar quaisquer ativos que tivessem chance de problemas de solvência (...). Mantivemos no portfólio apenas empresas com capacidade de passar com segurança por um cenário pior e mais duradouro do que as estimativas atuais indicam”, afirmou um gestor. “Nestes momentos os ativos podem apresentar variações bruscas e surgem oportunidades de investimento para o investidor que olha no longo prazo, apesar do aumento de volatilidade no curto prazo”, respondeu outro gestor. “(...) optamos por não aumentar a exposição do fundo nesse momento e continuar observando o desenrolar dos acontecimentos”, resumiu um terceiro, entre outros depoimentos.


7. Portanto, há evidente consenso entre os gestores do mercado financeiro e a Diretoria de

Investimentos da Prece de que todos esses impactos são conjunturais e que, com o desenrolar dos próximos meses, a economia retorne gradualmente aos patamares de crescimento, no Brasil e nos mercados globais, sem comprometer nossa visão de longo prazo nem o patrimônio da entidade.

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