• Alexandre Sammogini

Planos da Fundação Copel recuperam maior parte da queda


O retorno das carteiras dos planos de benefícios da Fundação Copel já recuperaram a maior parte da queda verificada no mês de março de 2020, quando se crise financeira decorrente da pandemia de COVID-19, provocou o maior impacto negativo sobre os ativos. Com um patrimônio atual de R$ 12 bilhões da entidade, metade desse montante se refere ao Plano Unificado, de benefício definido, que teve queda de 1% em março. A recuperação foi de 0,74% em abril. Com o retorno de maio, que ainda não está calculado, mas que será positivo, toda a oscilação negativa decorrente da crise, será recuperada.

“Não foi necessário nos desfazer de nenhum ativo, pois tínhamos uma boa posição de caixa. Não fizemos nenhum movimento brusco e já recuperamos toda a queda do plano BD”, diz José Carlos Lakoski, Diretor Financeiro da Fundação Copel. Ele explica que a maior parte do Plano Unificado, que é formado na verdade pela junção dos antigos Planos I e II, tem o passivo casado com uma carteira de títulos públicos com marcação na curva. Cerca de 85% do passivo está casada com os títulos públicos. O restante está alocado em outros ativos, como renda variável e uma parcela menor, nas demais classes de ativos como crédito privado e imóveis.

Já o Plano III, que representa R$ 5 bilhões do patrimônio da fundação, tem cerca de 50% dos ativos com a estratégia do plano BD e outra metade em uma alocação de contribuição definida (CD). A parte CD registrou retorno negativo de 6% no mês de março. O impacto mais forte ocorreu devido à maior exposição à renda variável, e uma parte da carteira de títulos marcada a mercado. Mesmo assim, o retorno desse plano foi de 2% positivo no mês de abril e a projeção é marcar outros 2% no mês de maio - ainda em fechamento.

Na gestão da parte CD, também não foram realizados grandes movimentos, informa Lakoski, mas foram feitos alguns rebalanceamentos para aproveitar oportunidades pontuais. Um exemplo disso, foi a alocação de R$ 30 milhões em ativos de crédito privado via gestores externos. “Os spreads abriram no início da crise de ativos com rating bem alto. Alguns de nossos gestores aproveitaram boas oportunidades”, comenta o Diretor Financeiro.

Exposição ao risco – A fundação vinha promovendo um processo de maior diversificação em direção ao risco devido à queda das taxas de juros e a necessidade de bater as metas atuariais e para promover melhor retorno dos planos CD, incluindo o Plano Família. A entidade realizou nos últimos 18 meses a alocação de 15% do patrimônio dos planos CD em multimercados. Também estava em processo de seleção de gestores de fundos imobiliários e exterior, mas com o advento da pandemia, o processo foi interrompido.

“Estamos reavaliando o melhor timing para retomar o processo de diversificação das carteiras”, diz Lakoski. No caso do mercado imobiliário, a intenção é entender melhor as mudanças provocadas pela crise e as projeções para o pós-pandemia. No caso dos fundos no exterior, a entidade avalia o melhor momento para entrada em relação ao câmbio e os preços dos ativos.

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