• Alexandre Sammogini

Cooperativas oferecem alternativas para ampliar crédito a participantes de EFPC


As cooperativas e associações de crédito estão iniciando conversas com a Abrapp para oferecer alternativas para ampliar as linhas de financiamento para os participantes das entidades fechadas (EFPC). Pelo menos duas organizações do segmento, a Cooperforte e a Poupex, pretendem se aproximar ainda mais do setor de Previdência Complementar Fechada, com opções de linhas de crédito para esse público.


Estamos conversando com a Abrapp para mostrar que podemos auxiliar as entidades que não oferecem programas de empréstimos a seus participantes. Temos muita afinidade com as fundações, pois nós também não temos finalidade lucrativa”, diz Edson Monteiro (foto acima), Diretor Presidente da Cooperforte e ex-Diretor da Previ. A Cooperforte trabalha com crédito consignado voltado aos funcionários de bancos públicos federais como o Banco do Brasil (BB), Caixa Econômica, Banco do Nordeste, entre outros. Devido à proximidade com o BB, também desenvolveu parcerias com associações como a AABB, AAFBB e ANABB, além da própria Previ e Cassi.


Segundo o dirigente, pelo fato de não ter fins de lucro, a cooperativa oferece taxas mais vantajosas e competitivas em comparação com instituições financeiras do setor bancário. “Pelo princípio cooperativo, os cooperados também são donos do negócio. Os resultados são distribuídos para os associados”, explica Monteiro. Para se tornar um cooperado, basta se associar a uma taxa simbólica para ter acesso a linhas de crédito da organização.


O Presidente da Cooperforte acredita que, além das fundações que não possuem programas de empréstimos, aquelas que já possuem, também podem firmar parcerias com a cooperativa. “As fundações que já oferecem linhas de crédito também podem indicar nossa opção de empréstimo para os participantes que já tomaram crédito no limite”, comenta Monteiro. Ele explica que as fundações geralmente restringem o limite de crédito de acordo à renda do participante ou assistido.


Em momentos de dificuldade, mais comum em períodos de crise decorrente da pandemia que estamos atravessando no momento, é mais recorrente que as pessoas tenham gastos familiares excepcionais. “Não sabemos ao certo até quando vai durar a crise provocada pela pandemia. Então, nosso crédito pessoal pode ser uma importante opção para os participantes de fundos, que terão o comprometimento de uma parcela pequena de sua renda”, diz.

Poupex - “Uma alternativa para muitos fundos de pensão é ofertar esses produtos por meio de convênio ou parcerias com instituições que ofereçam essas modalidades de crédito”, diz Ricardo J. Viana (foto ao lado), Diretor da Associação de Poupança e Empréstimo – Poupex. A instituição também está em conversas com a Abrapp para divulgar suas opções. “A Abrapp poderá exercer papel importante nesse contexto”, comenta. A entidade fechada da Poupex, a Pouprev, é uma das associadas da Abrapp.


Viana reforça a ideia que as cooperativas de crédito podem auxiliar na ampliação das linhas de crédito pessoal e imobiliário para esse público. “Podemos oferecer crédito pessoal, financiamento imobiliário e crédito com garantia de imóvel com taxas e prazos mais competitivos que os disponibilizados pelas instituições financeiras do mercado”, afirma o Diretor da Poupex. Ele ressalta a importância dos participantes terem acesso a um leque mais abrangente, com empréstimos corrigidos por TR, IPCA e prefixado. Ele acredita que, para os que estão com a renda preservada, pode ser a oportunidade para trocar de imóvel, aproveitando os financiamentos com juros historicamente reduzidos e preços de imóveis com alguma pressão de baixa no curto prazo.

E para aqueles que necessitam de recursos financeiros e já têm imóvel próprio, existe a opção de acessar o crédito com garantia de imóvel (CGI). “Pode ser o socorro que a família precisa para atravessar esse período de turbulência”, indica Viana. Ele recomenda que as famílias que necessitam de liquidez precisam ter, de forma rápida, acesso a crédito mais barato e flexível. “Isso será essencial nos próximos meses para suprir as emergências que esse evento de alto impacto causou”, diz.


Apoena - Parceira do Sindapp e da Conecta Soluções Associativas, a corretora Apoena não trabalha com linhas de crédito pessoal, porém, atua indiretamente no segmento, oferecendo a cobertura de seguro prestamista para as entidades fechadas. Essa modalidade de seguro cobre risco de morte ou e inadimplência do participante que contratou empréstimo junto à entidade. A cobertura mais comum e acessível em termos de custos é a de risco de morte, explica Mizael Machado Vaz, Sócio-Diretor da Apoena (foto ao lado).

Ele recorda que o sistema em geral vinha reforçando a tendência de ampliação dos programas de crédito aos participantes, devido à redução das taxas de juros - processo iniciado há 24 meses com intensificação nos últimos 12 meses. De acordo à Resolução CMN 4.661/2018, os planos de benefícios podem formar uma carteira de empréstimos a participantes até o limite de 15% de seu patrimônio. “A carteira de empréstimos propicia um retorno adequado para a entidade, acima de sua meta atuarial, com um risco baixo de inadimplência”, comenta Mizael.

O Diretor da Apoena esclarece que as apólices em vigência possuem cobertura para morte por Coronavírus. O advento da pandemia, porém, tem levado às seguradoras a colocarem maiores restrições de regras e custos para a novas coberturas para grupos com predominância de pessoas com mais de 65 anos de idade. Além do prestamista, a Apoena oferece uma série de coberturas para as entidades fechadas e seus dirigentes, tais como o D&O (em parceria com Sindapp), e risco de morte e invalidez (em parceria com a Conecta), além de outros produtos, como longevidade e hipóteses atuariais.


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